Curso de Introdução à Educação Digital
Quem me conhece há algum tempo sabe que fui muito doida (prefiro achar que fui corajosa. hahahahah) em me matricular em curso de informatica educativa sem entender nada de computador...
E veja só, que bonito a nossa capacidade de nos transcender! Quem diria que anos depois eu estaria coordenando um curso de alfabetização digital?! Viva nossa capacidade de vencer obstáculos! Hare Ganesha!
terça-feira, outubro 26, 2010
quarta-feira, junho 09, 2010
PEREGRINAÇÃO A ÍNDIA: UMA SÍNTESE
A IDA
Dias antes de partir, amigos fazem festa. Recebo mensagens sinceras e comoventes sentimentos de partilha pela realizacao de um sonho...
Sim! Essa viagem antes de mais nada foi um rompimento de limites internos, uma tentativa de alçar novos voos, descobrir novas possibilidades...
A CHEGADA
Logo na chegada brotou aquele sentimento: estou de volta pra casa...
Na saída do aeroporto, os taxistas ficam caçando novos clientes, me senti meio carniça. hahahaah.
O motorista da agência que contratei não estava a minha espera. Fiquei com medo: e agora? Teve até um taxista que tentou me enganar dizendo que ele era meu motorista. Quando perguntei se ele sabia meu nome e de que país eu era, e ele não soube responder, não dei confiança pra ele...
Conversei com um policial num inglês meio gaguejante e ele sugeriu que eu contratasse outro táxi.
Foi o que fiz. Morrendo de medo: "uma ocidental, as 6:00 da manha, com dois homens num país distante, eles podem fazer o que quiser comigo...". pedi a proteção divina e entrei no carro.
Quando estava dentro do carro, com as portas prestes a fechar, o motorista contratado inesperadamente surge... Senti um alívio e o cuidado de Deus...
O ASHRAM
O mais próximo que posso chegar para descrever um ashram é que é um lugar parecido com um monastério.... Existem atividades religiosas todos os dias e você participa se quiser ou não.. A sensação de estar num lugar assim é maravilhosa... É um lugar sagrado, a conexão com Deus é muito fácil num lugar assim.
A INTENÇÃO
Minha intenção na viagem era me devassar internamente. Sair completamente da minha rotina e tirar um tempo para me observar, descobrir que sonhos quero construir, descansar aos pés do Mestre...
O CONCEITO DE AVATAR
Na India eles tem o conceito de avatar... Para nós, ocidentais, é um conceito muito diferente... Os indianos acreditam que é possível a descida do Divino a Terra, diferentemente de nós, ocidentais, que acreditamos que somente Jesus fez isso. Diferenças a parte, estar aos pés de um ser assim, é algo indescritível... As palavras são pobres para descrever a magnitude da experiência... os julgamentos cessam, a mente pára e absorvemos apenas a energia Daquele que É!
OS INSIGHTS
Lá as percepções se abrem, os insights acontecem e a certeza da distinção entre o que é ego e a voz interna é cristalino como a água de uma nascente.
E essas vivências tão profundas e verdadeiras nos ajudam a tirar os "véus", a nos libertar das correntes que nos prende a samsara (ciclo de nascimento e morte). Cada vez que temos uma percepção, um insight e aceitamos o que É, uma corrente se solta. E de corrente em corrente sendo solta, vamos nos libertando... É uma libertacao porque nos sentimos leves, afinal são pesos a menos pra se carregar!
PARTILHANDO ALGUNS INSIGHTS...
Vivemos querendo ajudar o próximo e esquecemos de ajudar a pessoa mais importante: nós mesmos!
O amor é macio como um sorvete, não tenha medo de experimentá-lo!
Uma pessoa que está passando por um processo doloroso, é incapaz de olhar para o lado. Tenha compaixao e siga seu caminho.
Aqui somos impregnados constantemente pela presença do Divino. É tempo de desfrutar!
Cada um no seu caminho. Apenas observar e não julgar...
A OBSERVAÇÃO DO FUNCIONAMENTO DA MENTE (26-03)
Tenho observado como a mente se perde fácil... associada aos 5 sentidos, ela "viaja" e nos impedem de conectar com a profundezas de nosso ser.
Apego ao sono, gula, medo de passar fome, viagens ao futuro, preocupacao com o passado, pensamentos em pessoas... A mente mergulha nessas questoes e fica fugindo da única coisa que importa: O AGORA!
A DEVOÇÃO DOS INDIANOS
é tao bonito ver a pureza, a alegria e o brilho no olhar dos indianos quando veem o Mestre!
É reconfortante ver crianças ainda de colo serem ensinadas por seus pais a devocionar a Deus. Nesse país, respira devoção! Acredita-se que Deus é um, mas pode assumir várias formas. E nesse panteão de deuses e deusas é impossível não sentir o sagrado tão próximo...
CONCLUSÃO
Insights, sonhos, visualizações, percepções. Estar na Índia me levou a um contato mais profundo com meu ser. E lá, em nossa essencia primeva, habita a igualdade, o amor, Deus! É lá que Baba está a todo momento e estar perto Dele, na casa Dele, me ajudou lapidar essa "pedra" (nosso lado escuro) interior... com essa lapidacao constante, um dia o "diamante"(nosso ser real)surgirá: puro, reluzente e cristalino!
A IDA
Dias antes de partir, amigos fazem festa. Recebo mensagens sinceras e comoventes sentimentos de partilha pela realizacao de um sonho...
Sim! Essa viagem antes de mais nada foi um rompimento de limites internos, uma tentativa de alçar novos voos, descobrir novas possibilidades...
A CHEGADA
Logo na chegada brotou aquele sentimento: estou de volta pra casa...
Na saída do aeroporto, os taxistas ficam caçando novos clientes, me senti meio carniça. hahahaah.
O motorista da agência que contratei não estava a minha espera. Fiquei com medo: e agora? Teve até um taxista que tentou me enganar dizendo que ele era meu motorista. Quando perguntei se ele sabia meu nome e de que país eu era, e ele não soube responder, não dei confiança pra ele...
Conversei com um policial num inglês meio gaguejante e ele sugeriu que eu contratasse outro táxi.
Foi o que fiz. Morrendo de medo: "uma ocidental, as 6:00 da manha, com dois homens num país distante, eles podem fazer o que quiser comigo...". pedi a proteção divina e entrei no carro.
Quando estava dentro do carro, com as portas prestes a fechar, o motorista contratado inesperadamente surge... Senti um alívio e o cuidado de Deus...
O ASHRAM
O mais próximo que posso chegar para descrever um ashram é que é um lugar parecido com um monastério.... Existem atividades religiosas todos os dias e você participa se quiser ou não.. A sensação de estar num lugar assim é maravilhosa... É um lugar sagrado, a conexão com Deus é muito fácil num lugar assim.
A INTENÇÃO
Minha intenção na viagem era me devassar internamente. Sair completamente da minha rotina e tirar um tempo para me observar, descobrir que sonhos quero construir, descansar aos pés do Mestre...
O CONCEITO DE AVATAR
Na India eles tem o conceito de avatar... Para nós, ocidentais, é um conceito muito diferente... Os indianos acreditam que é possível a descida do Divino a Terra, diferentemente de nós, ocidentais, que acreditamos que somente Jesus fez isso. Diferenças a parte, estar aos pés de um ser assim, é algo indescritível... As palavras são pobres para descrever a magnitude da experiência... os julgamentos cessam, a mente pára e absorvemos apenas a energia Daquele que É!
OS INSIGHTS
Lá as percepções se abrem, os insights acontecem e a certeza da distinção entre o que é ego e a voz interna é cristalino como a água de uma nascente.
E essas vivências tão profundas e verdadeiras nos ajudam a tirar os "véus", a nos libertar das correntes que nos prende a samsara (ciclo de nascimento e morte). Cada vez que temos uma percepção, um insight e aceitamos o que É, uma corrente se solta. E de corrente em corrente sendo solta, vamos nos libertando... É uma libertacao porque nos sentimos leves, afinal são pesos a menos pra se carregar!
PARTILHANDO ALGUNS INSIGHTS...
Vivemos querendo ajudar o próximo e esquecemos de ajudar a pessoa mais importante: nós mesmos!
O amor é macio como um sorvete, não tenha medo de experimentá-lo!
Uma pessoa que está passando por um processo doloroso, é incapaz de olhar para o lado. Tenha compaixao e siga seu caminho.
Aqui somos impregnados constantemente pela presença do Divino. É tempo de desfrutar!
Cada um no seu caminho. Apenas observar e não julgar...
A OBSERVAÇÃO DO FUNCIONAMENTO DA MENTE (26-03)
Tenho observado como a mente se perde fácil... associada aos 5 sentidos, ela "viaja" e nos impedem de conectar com a profundezas de nosso ser.
Apego ao sono, gula, medo de passar fome, viagens ao futuro, preocupacao com o passado, pensamentos em pessoas... A mente mergulha nessas questoes e fica fugindo da única coisa que importa: O AGORA!
A DEVOÇÃO DOS INDIANOS
é tao bonito ver a pureza, a alegria e o brilho no olhar dos indianos quando veem o Mestre!
É reconfortante ver crianças ainda de colo serem ensinadas por seus pais a devocionar a Deus. Nesse país, respira devoção! Acredita-se que Deus é um, mas pode assumir várias formas. E nesse panteão de deuses e deusas é impossível não sentir o sagrado tão próximo...
CONCLUSÃO
Insights, sonhos, visualizações, percepções. Estar na Índia me levou a um contato mais profundo com meu ser. E lá, em nossa essencia primeva, habita a igualdade, o amor, Deus! É lá que Baba está a todo momento e estar perto Dele, na casa Dele, me ajudou lapidar essa "pedra" (nosso lado escuro) interior... com essa lapidacao constante, um dia o "diamante"(nosso ser real)surgirá: puro, reluzente e cristalino!
domingo, fevereiro 24, 2008
Cada um com seu papel
Nas férias, ouvi de uma pessoa muito querida e sensata, a respeito de um acontecimento vivenciado por ela, a seguinte frase: Cada um com seu papel.
Fiquei refletindo sobre essa frase e percebi o quanto ela é aplicada em muitos aspectos de nossa vida: a gente se mete onde não é chamado o tempo todo. E o pior, com a ilusão de que estamos preocupados com algo, que queremos ajudar. Por exemplo: um educador que fica tapando buracos de outro colega, da administração, do sistema...
A bisbilhotice da vida alheia é outro exemplo. Por trás do “se eu fosse você, eu faria...” esconde uma tremenda intromissão nas resoluções que o outro tem que tomar.
Percebi que até na vida espiritual, essa frase se aplica: O papel do Deus é cuidar de nós, como um pai/mãe cuidam de um filho recém-chegado. E O NOSSO PAPEL É ACEITAR SER CUIDADO!
Enfim, a vida é feita de escolhas. Não se pode tirar o direito de escolha de ninguém (e é pra isso que existe o livre arbítrio). E se ficarmos atentos a resolução de Cada um com seu papel (que tomei como um mantra para 2008, heheheheheh), respeitaremos mais o próximo e com certeza evitaremos sobrecargas desnecessárias. Afinal, quantas vezes ficamos preocupados com coisas que nós não podemos resolver? Se for o outro que precisa resolver, deixe que ele resolva, por mais complicado que pareça. Ele vai errar, acertar? Não sabemos. O que sabemos é que o outro terá o direito de escolha e é isso que o fará autor de sua própria história.
sexta-feira, novembro 16, 2007
OFICINA DE INFORMÁTICA EDUCATIVA
Recentemente, no mês de outubro fiz uma oficina de Informática Educativa para alunos do curso de Pedagogia, IESDE, na cidade de Córrego do Bom Jesus.
Foi uma experiência muito legal: os alunos estavam muito interessados e o laboratório da escola é muitíssimo organizado.Sem falar que fui muito bem recebida.
Iniciei com uma breve explanação téorica sobre as vantagens e possibilidades da utilização do computador no processo de ensino-aprendizagem. Depois, passamos a parte prática. Fui demostrando através de diversos programas as variadas possibilidades de se utilizar o computador na escola.
Espero que para eles tenham sido uma experiência tão boa como foi para mim!
Recentemente, no mês de outubro fiz uma oficina de Informática Educativa para alunos do curso de Pedagogia, IESDE, na cidade de Córrego do Bom Jesus.
Foi uma experiência muito legal: os alunos estavam muito interessados e o laboratório da escola é muitíssimo organizado.Sem falar que fui muito bem recebida.
Iniciei com uma breve explanação téorica sobre as vantagens e possibilidades da utilização do computador no processo de ensino-aprendizagem. Depois, passamos a parte prática. Fui demostrando através de diversos programas as variadas possibilidades de se utilizar o computador na escola.
Espero que para eles tenham sido uma experiência tão boa como foi para mim!
segunda-feira, outubro 15, 2007
O professor está sempre errado*
(autor anônimo)



É jovem,não tem experiência.
É velho, está superado.
Tem automóvel, é um coitado.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta a aula, é um "Caxias".
Precisa faltar, é um "turista"
Conversa com outros professores, está "malhando" os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude. Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, "deu mole".
É, o professor está sempre errado, mas, se você conseguiu ler até aqui agradeça a ele!
*Esse texto foi entregue pela minha colega Célia no dia da apresentação da monografia do curso de Psicopedagogia.
(autor anônimo)
É jovem,não tem experiência.
É velho, está superado.
Tem automóvel, é um coitado.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta a aula, é um "Caxias".
Precisa faltar, é um "turista"
Conversa com outros professores, está "malhando" os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude. Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, "deu mole".
É, o professor está sempre errado, mas, se você conseguiu ler até aqui agradeça a ele!
*Esse texto foi entregue pela minha colega Célia no dia da apresentação da monografia do curso de Psicopedagogia.
quinta-feira, agosto 16, 2007
E a segurança das crianças na Internet, como assegurá-la?
Na sociedade digital as novas tecnologias acarretam também novas formas de fraude, novos riscos, novos problemas. E “para lidar com essas questões, que já não são mais probabilidades, mas sim realidade cada vez mais próxima de todos, é necessário desenvolver um plano de Educação Digital.” ([SLEIMAN, 2007?]]). E a autora esclarece que educar digitalmente é ensinar a utilização responsável dos meios digitais, mostrando ao aluno os aspectos jurídicos relacionados a seu uso.
Pinheiro e Sleiman ([2007?]) defendem a idéia que professores e a instituição escolar devem criar uma cultura de uso responsável dos meios digitais. Entretanto, alegam que a instituição deve ser responsável em informar e capacitar pais e professores sobre como proteger e educar os jovens, numa educação “de dentro para fora”.
Para que essa cultura do uso responsável do meio digital seja uma realidade é necessário que a escola eduque quanto ao uso ético e legal dos meios digitais. Para tanto, deve:
· Dedicar algum tempo para o planejamento da educação digital;
· Monitorar a utilização dos computadores;
· Implementar um sistema de bloqueio;
· Incentivar e utilizar o uso correto da tecnologia;
· Criar regras que irão reger a relação entre funcionários, colaboradores, fornecedores, parceiros e alunos;
· Estabelecer novos contratos de trabalho e de matrícula, determinando os limites na utilização dos recursos tecnológicos.
· Criar e divulgar cartilhas para uma boa navegação.
Com a finalidade de mostrar alguns aspectos jurídicos referentes ao uso da tecnologia, Pinheiro e Sleiman ([2007?]) criaram uma Cartilha - Boas Práticas legais para o uso da tecnologia dentro e fora da sala de aula. Nessa cartilha fazem sugestões para pais, professores e instituições. Sucintamente, pode-se dizer que as autoras sugerem:
· O professor pode pedir como atividade que os alunos observem sites com visão crítica, distinguindo fato de opinião;
· O professor deve orientar para os alunos tenham cuidado com o que se escreve na hora de redigir e-mails e/ou textos para blogs
· Os pais devem saber qual comunidade o filho está associando e qual é sua participação;
· Os pais devem autorizar a publicação de fotos dos filhos na internet;
· Enquanto o aluno utiliza um computador dentro da escola, a instituição é responsável pelo que ele faz.
· A instituição deve criar uma Política de Segurança dos Meios Digitais.
Já Morais ([2004]) sugere sete regras para segurança on-line de crianças e jovens:
1ª. Guardar os dados pessoais e divulgá-los somente com a autorização dos pais;
2ª. Antes de encontrar com alguém que conheceu on-line, pedir autorização dos pais,
3ª. Evitar abrir, enviar, receber ou encaminhar arquivos de desconhecidos;
4ª. Falar com os pais sempre que ler ou ver algo na Internet que te incomode;
5ª. Só porque está na Internet não quer dizer que seja verdade;
6ª. O software de segurança instalado no seu computador protege a segurança de todos.
7ª. Só porque está on-line, não quer dizer que é coletivo e pode fazer o que bem entender.
Além dessas regras, Morais (2004) sugere aos pais que: definam o local de instalação do computador num lugar de livre acesso a todos da família e discutam um acordo sobre o tempo de utilização, as tarefas prioritárias (estudar, fazer tarefas, etc) antes de se conectarem; quais programas podem ser utilizados e quais atividades e sites são apropriados.
Morais (2004) diz que “o principal é desenvolver em grupo, com a família, um conjunto de regras que só devem ser quebradas por mútuo acordo.” Para tanto, defende a criação de um contrato familiar sobre a utilização da internet. E de acordo com o site Portal da Família uma das maneiras de fazer esse contrato é a família reunir-se e rascunhar um termo de compromisso sobre a utilização da internet. Pode-se também imprimir o documento e assinar junto com os filhos.
Devido aos riscos que a Internet proporciona pais e educadores proíbem o acesso a Internet ou então fazem uma restrição ao acesso a alguns serviços on-line: MSN, salas de bate-papo, orkut, entre outros. Porém, isso não garante a segurança de jovens e crianças.
É assim que, ao proibir o acesso às novas tecnologias de informação e comunicação, sobre o pretexto de garantir a segurança dos seus filhos, estes educadores apenas estão a criar uma situação em que os seus educandos ficam em desvantagem relativamente a outras crianças e jovens ao nível da sua educação, formação e desenvolvimento. Numa altura em que tanto se fala de competitividade, estão apenas a contribuir para a futura falta de competitividade dos seus filhos e educandos.(MORAIS, 2003)
Morais (2003) esclarece que outra atitude comum é os educadores acharem que tudo se resolve pela tecnologia, acreditando que anti-vírus, um firewall ou um software de filtragem e/ou monitoramento[1] resolvem o problema da segurança. O autor argumenta que estas pessoas esquecem-se que não existem sistemas de segurança 100% seguros. No caso dos softwares de filtragem e monitoramento, cabe ressaltar que: não conseguem filtrar todos os tipos de conteúdos indesejáveis e às vezes bloqueiam conteúdos inofensivos e educativos; são facilmente detectados e/ou ultrapassados;[2] limitam a privacidade e a liberdade de expressão (que é um problema, no caso de adolescentes).
Portanto, é recomendável que pais e educadores “discutam com seus alunos e filhos as formas mais saudáveis de navegação na web e os riscos embutidos em passeios inadequados” (SEAWRIGHT, 2002).
E para que essa discussão ocorra, Seawright, (2002) sugere algumas dicas:
· Conversem com crianças e jovens e, antes de ligar o computador, façam um combinado sobre o que (não) acessar;
· Falem sobre as vantagens de uma navegação saudável e os riscos de se acessar sites hostis;
· Perguntem quais são os seus objetivos, o que querem aprender e descobrir na Internet e por onde planejam navegar;
· É importante questionar quais sites serão acessados e por quanto tempo, que pessoas podem ser encontradas pela web, como em chats, e até que ponto pode-se divulgar informações pessoais (nome, idade, endereço, nome da escola, fotos, telefones, senhas);
· Aprendam a navegar junto com as crianças e os jovens. Deixem que eles sintam que vocês se interessam e pretendem participar dessa atividade com eles;
· Confiram a lista de sites visitados e mantenham a lista de palavras e sites proibidos sempre atualizados;
· Procurem instalar o(s) computador (es) em ambientes de fácil acesso, onde seja possível o tráfego de pessoas da família ou da escola; evitem a instalação em ambientes pequenos, com a máquina escondida atrás de portas que possam ser trancadas;
· Suspeitem quando as crianças e os jovens esconderem disquetes e cds, mudarem a tela do computador rapidamente quando vocês entram no quarto ou sala, ou ainda se passarem horas na frente do computador, sobretudo à noite.
Enfim, para que a criança utilize a internet de forma segura é fundamental a sensibilização, a educação, o envolvimento e a supervisão parental. Afinal, como o poder de decidir se navega por aquele site ou não é do usuário, sua formação fará toda a diferença.
Referências:
MIÚDOS SEGUROS. Projeto desenvolvido e coordenado por Tito Morais. Apresenta diversos textos sobre a segurança on-line de jovens e crianças. Disponível em <>.Acesso: 04 fev. 2007.
PINHEIRO, P; SLEIMAN, C. Cartilha: Boas práticas no uso da tecnologia dentro e fora da sala de aula. Guia rápido para as instituições educacionais.[3]
PORTAL DA FAMÍLIA. Web site voltado para a promoção da família, da vida, e do bom relacionamento familiar, e para ajudar os pais na arte de educar os filhos. Apresenta textos, notícias, links e outras variedades para a família. Disponível em < http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo054.shtml>. Acesso em: 06 mar. 2007.
SEAWRIGHT, Daniela Bertocchi. Como controlar o que seu filho vê na Internet? Disponível em <http://www.educarede.org.br/educa/html/index_internet_cia.cfm?conteudo=informatica&id_inf_escola=240>. Acesso em: 07 fev. 2007.
SLEIMAN, Moraes Cristina. Educar para o Uso Responsável dos Meios Digitais. Disponível em <http://www.educarede.org.br/educa/html/index_internet_cia.cfm?conteudo=informatica&id_inf_escola=240>. Aceso em: 31 jan. 2007.
_________ Responsabilidade editorial. Disponível em:<http://www.arede.inf.br/index.php?option=com_content&task=view&id=674&Itemid=252>. Acesso em: 05 mar. 2007.
[1] Um dos softwares existentes no mercado funciona assim: o responsável (pai ou professor) cria perfis para os usuários. No caso do professor: “alunos da 6ª série” ou “alunos da 4ª série” e assim por diante. Após os perfis criados, o responsável escolhe determinadas palavras (sexo, violência, drogas, pornografia, entre outras) para ativar ou desativar categorias. “Cada categoria contém uma lista de palavras e sites proibidos. Ao tentar acessar um site de conteúdo ofensivo, o aluno é automaticamente levado a uma página mais salutar. O programa também filtra os resultados das ferramentas de busca, impede que os usuários forneçam informações pessoais na Internet, como em salas de bate-papo, e restringe o acesso aos horários pré-determinados pela escola. É possível ainda obter um relatório de sites visitados pelos estudantes.” (SEAWRIGHT, op. cit.)
[2] Existem sites que ensinam crianças e jovens como “enganar “ este tipo de programa.
[3] Essa cartilha foi enviada por e-mail pelas autoras, através do grupo Blogs Educativos do Yahoo.
Na sociedade digital as novas tecnologias acarretam também novas formas de fraude, novos riscos, novos problemas. E “para lidar com essas questões, que já não são mais probabilidades, mas sim realidade cada vez mais próxima de todos, é necessário desenvolver um plano de Educação Digital.” ([SLEIMAN, 2007?]]). E a autora esclarece que educar digitalmente é ensinar a utilização responsável dos meios digitais, mostrando ao aluno os aspectos jurídicos relacionados a seu uso.
Pinheiro e Sleiman ([2007?]) defendem a idéia que professores e a instituição escolar devem criar uma cultura de uso responsável dos meios digitais. Entretanto, alegam que a instituição deve ser responsável em informar e capacitar pais e professores sobre como proteger e educar os jovens, numa educação “de dentro para fora”.
Para que essa cultura do uso responsável do meio digital seja uma realidade é necessário que a escola eduque quanto ao uso ético e legal dos meios digitais. Para tanto, deve:
· Dedicar algum tempo para o planejamento da educação digital;
· Monitorar a utilização dos computadores;
· Implementar um sistema de bloqueio;
· Incentivar e utilizar o uso correto da tecnologia;
· Criar regras que irão reger a relação entre funcionários, colaboradores, fornecedores, parceiros e alunos;
· Estabelecer novos contratos de trabalho e de matrícula, determinando os limites na utilização dos recursos tecnológicos.
· Criar e divulgar cartilhas para uma boa navegação.
Com a finalidade de mostrar alguns aspectos jurídicos referentes ao uso da tecnologia, Pinheiro e Sleiman ([2007?]) criaram uma Cartilha - Boas Práticas legais para o uso da tecnologia dentro e fora da sala de aula. Nessa cartilha fazem sugestões para pais, professores e instituições. Sucintamente, pode-se dizer que as autoras sugerem:
· O professor pode pedir como atividade que os alunos observem sites com visão crítica, distinguindo fato de opinião;
· O professor deve orientar para os alunos tenham cuidado com o que se escreve na hora de redigir e-mails e/ou textos para blogs
· Os pais devem saber qual comunidade o filho está associando e qual é sua participação;
· Os pais devem autorizar a publicação de fotos dos filhos na internet;
· Enquanto o aluno utiliza um computador dentro da escola, a instituição é responsável pelo que ele faz.
· A instituição deve criar uma Política de Segurança dos Meios Digitais.
Já Morais ([2004]) sugere sete regras para segurança on-line de crianças e jovens:
1ª. Guardar os dados pessoais e divulgá-los somente com a autorização dos pais;
2ª. Antes de encontrar com alguém que conheceu on-line, pedir autorização dos pais,
3ª. Evitar abrir, enviar, receber ou encaminhar arquivos de desconhecidos;
4ª. Falar com os pais sempre que ler ou ver algo na Internet que te incomode;
5ª. Só porque está na Internet não quer dizer que seja verdade;
6ª. O software de segurança instalado no seu computador protege a segurança de todos.
7ª. Só porque está on-line, não quer dizer que é coletivo e pode fazer o que bem entender.
Além dessas regras, Morais (2004) sugere aos pais que: definam o local de instalação do computador num lugar de livre acesso a todos da família e discutam um acordo sobre o tempo de utilização, as tarefas prioritárias (estudar, fazer tarefas, etc) antes de se conectarem; quais programas podem ser utilizados e quais atividades e sites são apropriados.
Morais (2004) diz que “o principal é desenvolver em grupo, com a família, um conjunto de regras que só devem ser quebradas por mútuo acordo.” Para tanto, defende a criação de um contrato familiar sobre a utilização da internet. E de acordo com o site Portal da Família uma das maneiras de fazer esse contrato é a família reunir-se e rascunhar um termo de compromisso sobre a utilização da internet. Pode-se também imprimir o documento e assinar junto com os filhos.
Devido aos riscos que a Internet proporciona pais e educadores proíbem o acesso a Internet ou então fazem uma restrição ao acesso a alguns serviços on-line: MSN, salas de bate-papo, orkut, entre outros. Porém, isso não garante a segurança de jovens e crianças.
É assim que, ao proibir o acesso às novas tecnologias de informação e comunicação, sobre o pretexto de garantir a segurança dos seus filhos, estes educadores apenas estão a criar uma situação em que os seus educandos ficam em desvantagem relativamente a outras crianças e jovens ao nível da sua educação, formação e desenvolvimento. Numa altura em que tanto se fala de competitividade, estão apenas a contribuir para a futura falta de competitividade dos seus filhos e educandos.(MORAIS, 2003)
Morais (2003) esclarece que outra atitude comum é os educadores acharem que tudo se resolve pela tecnologia, acreditando que anti-vírus, um firewall ou um software de filtragem e/ou monitoramento[1] resolvem o problema da segurança. O autor argumenta que estas pessoas esquecem-se que não existem sistemas de segurança 100% seguros. No caso dos softwares de filtragem e monitoramento, cabe ressaltar que: não conseguem filtrar todos os tipos de conteúdos indesejáveis e às vezes bloqueiam conteúdos inofensivos e educativos; são facilmente detectados e/ou ultrapassados;[2] limitam a privacidade e a liberdade de expressão (que é um problema, no caso de adolescentes).
Portanto, é recomendável que pais e educadores “discutam com seus alunos e filhos as formas mais saudáveis de navegação na web e os riscos embutidos em passeios inadequados” (SEAWRIGHT, 2002).
E para que essa discussão ocorra, Seawright, (2002) sugere algumas dicas:
· Conversem com crianças e jovens e, antes de ligar o computador, façam um combinado sobre o que (não) acessar;
· Falem sobre as vantagens de uma navegação saudável e os riscos de se acessar sites hostis;
· Perguntem quais são os seus objetivos, o que querem aprender e descobrir na Internet e por onde planejam navegar;
· É importante questionar quais sites serão acessados e por quanto tempo, que pessoas podem ser encontradas pela web, como em chats, e até que ponto pode-se divulgar informações pessoais (nome, idade, endereço, nome da escola, fotos, telefones, senhas);
· Aprendam a navegar junto com as crianças e os jovens. Deixem que eles sintam que vocês se interessam e pretendem participar dessa atividade com eles;
· Confiram a lista de sites visitados e mantenham a lista de palavras e sites proibidos sempre atualizados;
· Procurem instalar o(s) computador (es) em ambientes de fácil acesso, onde seja possível o tráfego de pessoas da família ou da escola; evitem a instalação em ambientes pequenos, com a máquina escondida atrás de portas que possam ser trancadas;
· Suspeitem quando as crianças e os jovens esconderem disquetes e cds, mudarem a tela do computador rapidamente quando vocês entram no quarto ou sala, ou ainda se passarem horas na frente do computador, sobretudo à noite.
Enfim, para que a criança utilize a internet de forma segura é fundamental a sensibilização, a educação, o envolvimento e a supervisão parental. Afinal, como o poder de decidir se navega por aquele site ou não é do usuário, sua formação fará toda a diferença.
Referências:
MIÚDOS SEGUROS. Projeto desenvolvido e coordenado por Tito Morais. Apresenta diversos textos sobre a segurança on-line de jovens e crianças. Disponível em <>.Acesso: 04 fev. 2007.
PINHEIRO, P; SLEIMAN, C. Cartilha: Boas práticas no uso da tecnologia dentro e fora da sala de aula. Guia rápido para as instituições educacionais.[3]
PORTAL DA FAMÍLIA. Web site voltado para a promoção da família, da vida, e do bom relacionamento familiar, e para ajudar os pais na arte de educar os filhos. Apresenta textos, notícias, links e outras variedades para a família. Disponível em < http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo054.shtml>. Acesso em: 06 mar. 2007.
SEAWRIGHT, Daniela Bertocchi. Como controlar o que seu filho vê na Internet? Disponível em <http://www.educarede.org.br/educa/html/index_internet_cia.cfm?conteudo=informatica&id_inf_escola=240>. Acesso em: 07 fev. 2007.
SLEIMAN, Moraes Cristina. Educar para o Uso Responsável dos Meios Digitais. Disponível em <http://www.educarede.org.br/educa/html/index_internet_cia.cfm?conteudo=informatica&id_inf_escola=240>. Aceso em: 31 jan. 2007.
_________ Responsabilidade editorial. Disponível em:<http://www.arede.inf.br/index.php?option=com_content&task=view&id=674&Itemid=252>. Acesso em: 05 mar. 2007.
[1] Um dos softwares existentes no mercado funciona assim: o responsável (pai ou professor) cria perfis para os usuários. No caso do professor: “alunos da 6ª série” ou “alunos da 4ª série” e assim por diante. Após os perfis criados, o responsável escolhe determinadas palavras (sexo, violência, drogas, pornografia, entre outras) para ativar ou desativar categorias. “Cada categoria contém uma lista de palavras e sites proibidos. Ao tentar acessar um site de conteúdo ofensivo, o aluno é automaticamente levado a uma página mais salutar. O programa também filtra os resultados das ferramentas de busca, impede que os usuários forneçam informações pessoais na Internet, como em salas de bate-papo, e restringe o acesso aos horários pré-determinados pela escola. É possível ainda obter um relatório de sites visitados pelos estudantes.” (SEAWRIGHT, op. cit.)
[2] Existem sites que ensinam crianças e jovens como “enganar “ este tipo de programa.
[3] Essa cartilha foi enviada por e-mail pelas autoras, através do grupo Blogs Educativos do Yahoo.
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domingo, junho 03, 2007
A evolução da brincadeira e do desenha na criança de 0 a 6 anos
Atualmente os jogos têm se integrado cada vez ao cotidiano escolar. Deixou de ser visto como birncadeira e passou a ser aceito. Para que essa aceitação acontecesse, houve a necessidade de um embasamento científico.
A brincadeira reflete a forma de pensar e sentir da criança, onde ela demonstra sua história vivida. E além disso, favorece:
•DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL
•EQUILÍBRIO EMOCIONAL
•COMUNICAÇÃO
•CRIATIVIDADE
•INDEPENDÊNCIA
De acordo com Piaget, os jogos dividem-se em 3 tipos:
•JOGOS DE EXERCÍCIOS
•JOGOS SIMBÓLICOS
•JOGOS DE REGRAS
JOGOS DE EXERCÍCIOS (0 a 1 ano)
Nessa fase, a criança executa pelo simples prazer que encontra na atividade. Tem como característica a repetição e o ritmo.
EX: Mexer no móbile várias vezes
Atirar objetos várias vezes do berço, andar pela casa por longo tempo.
JOGOS SIMBÓLICOS (2 A 7 ANOS)
É fase do faz-de-conta, isto é, passa a representar sua ação internamente e a se utilizar de manifestações simbólicas para interagir com o meio.
Diferencia significante de significado. Ex: pensemos numa criança brincando com pedaço de pau, imaginando que o mesmo é um cavalo.
Significante: traduz a escolha de um objeto (PEDAÇO DE PAU) para representar o objeto inicial e pelos movimentos fictícios executados nele (fingir andar a cavalo).
É O VALOR QUE DOU AO OBJETO.
Significado: é o próprio esquema de como se representa na realidade (cavalgar de verdade) e também o elemento a que ele se aplica (o cavalo).
OBJETO + A AÇÃO SOBRE O OBJETO (REAL)
Ex: começa a falar, a imitar na ausência do modelo, a se lembrar de algo sem precisar vê-lo; desenha, pinta, modela, expressa aquilo que tem significado para ela.
JOGOS DE REGRAS (7 ANOS EM DIANTE)
Enquanto que nos jogos de exercícios e no jogo de regras, o prazer está no processo, no jogo com regras o prazer é em cumprir as regras.
Ex: para uma criança de 2 ou 3 anos, o simples fato de subir os degraus de uma escada já é uma satisfação. Ao passo que para uma criança de 6 anos, por exemplo, esta atividade só será atraente se envolver algumas regras determinando o procedimento: subir com um pé só, de dois em dois, pulando, etc.
Já o desenho é anterior à linguagem escrita e é considerado uma das antigas formas de comunicação do ser humano (desenhos rupestres).
É uma fonte frutífera de informação e compreensão da personalidade, sendo que ele não se constitui uma reprodução fiel da realidade e sim uma interpretação da realidade: uma maneira de ver as coisas e de se colocar diante delas. Segundo a psicanálise o inconsciente fala por meio de imagens simbólicas...
E segundo Lowenfeld o desenho tem as seguintes fases:
•Garatuja desordenada
•Garatuja ordenada
•Garatuja nomeada
•Pré-esquemática
GARATUJA DESORDENADA(1 A 2 ANOS):
Não tem consciência de que o risco é conseqüência de seu movimento com o lápis (RELAÇÃO TRAÇO-GESTO) Não olha para o que faz.
Segura o lápis de várias maneiras, com as duas mãos alternadamente. Todo o corpo acompanha o movimento.
Faz figuras abertas (linhas verticais ou horizontais), num movimento de vaivém.
GARATUJA ORDENADA(A PARTIR DE 2 ANOS):
Descobre a relação gesto-traço e se entusiasma muito. Passa a olhar o que faz, começa a controlar o tamanho, a forma e a localização no papel. Varia as cores intencionalmente. Começa a fechar suas figuras de formas circulares ou espiraladas.
GARATUJA NOMEADA(A PARTIR DOS 3 ANOS):
Representa intencionalmente um objeto concreto , através de uma imagem gráfica. Passa mais tempo desenhando. Distribui melhor os traços pelo papel descrevendo verbalmente o que fez e começa a anunciar o que vai fazer.
Alguns movimentos circulares associados a verticais começam a dar forma a uma figura humana (esquema céfalo-caudal: a cabeça vai ser desenhada maior que o corpo
PRÉ-ESQUEMÁTICA (4 AOS 6 ANOS):
Nessa fase aparece a descoberta da relação entre desenho, pensamento e realidade. Quanto aos espaços, os desenhos são dispersos inicialmente, não relacionados entre si.
A representação da figura humana evolui em complexidade e organização: aparecem lentamente os braços, as mãos, os pés, muitas vezes com vários dedos, radiados, e às vezes aparece o corpo.
A criança desta fase ainda não é capaz de organizar graficamente um todo coerente. Os objetos são desenhados de forma solta e a relação entre eles é subjetiva (posição satélite). Em relação a cor, a escolha é subjetiva e ligada as emoções do vivido.
A elaboração da figura humana está intimamente ligada à significação simbólica que as diversas partes do corpo têm para sua história pessoal, para a forma como a criança se percebe frente ao mundo. Assim, omissões, sombreamentos ou distorções podem representar conflitos internos.
Enfim, é muito importante a criança ter oportunidade de se expressar seja através de desenho ou brincadeira. Dessa forma, estará vivenciando questões internas (muitas vezes conflitantes), ou seja, através do desenho e/ou brincadeira a criança "põe para fora" aquilo que ainda não dá conta de resolver. E cabe a nós, professores estarmos atentos as várias maneiras de expressões não-verbais (tão importantes quanto as convencionais), pois elas podem nos dar indícios do que a criança vive, experimenta ou sente. Portanto, fiquemos atentos!
Referências bibliográficas:
•Avaliação Psicopedagógica da criança de 0 a 6 anos/
Vera Barros de Oliveira e Nádia A. Bossa (orgs.) – Petropólis, RJ: Vozes, 1994.
•http://www.nead.unama.br/bibliotecavirtual/monografias/
•http://www.nead.unama.br/bibliotecavirtual/monografias/
grafismo_infantil.pdfrafias/grafismo_infantil.pdf
•http://www.nead.unama.br/bibliotecavirtual/monografias
•http://www.nead.unama.br/bibliotecavirtual/monografias
/O_JOGO_E_A_APRENDIZAGEM.pdf
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