domingo, março 06, 2011

Carta para mim mesma
Eu gosto e valorizo os retiros. Por experiência, sei que eles nos ajudam a encontrar as respostas dentro de nós... No ano passado eu participei de um num lugar muito especial para mim. A proposta era que escrevessemos uma carta pra nós mesmos... Essa semana eu a recebi. É indescritível a maravilha de ler aquelas linhas que eu escrevi pra mim mesma...
Transcrevo aqui, o final dela. Compartilho com a intenção de que meu grito (é um grito mesmo) ajude a não me esquecer de práticas tão imprescindíveis a minha alma.
Atitudes/lembretes para não esquecer:
  • Deus cuida de tudo.
  • A devoção te fortalece.
  • Não se preocupe tanto.
  • Relaxe. Relaxe. Relaxe.
  • Lembre-se sempre de respirar lenta e profundamente.
  • Beba bastante água.
  • Veja o nascer e o pôr-do-sol sempre que puder.
  • A natureza foi feita para se contemplar. Usufrua disso.
  • Entoe mantras. Crie mantras.
  • Tenha darshans internos.
  • Lembre-se sempre do que viveu na Índia.
  • Aprenda a perdoar.
  • Siga sua intuição.
  • Preste atenção no que sente.
  • Tenha noites tranquilas para ter bons sonhos.
  • Pratique o tricô zen.
  • Viaje sempre. Viaje muito.
  • Seja paciente e calma. Respire quando estiver prestes a perder a "cabeça".
  • Você pode se bastar.
  • Devocione seu mestre.
  • SEJA GURU DE SI MESMA!

É uma boa prática escrever pra si mesma... Serve como um farol em dias escuros e é uma brisa nos dias leves. Pratique!

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Uma reflexão sobre o trabalho

O trabalho existe para evoluirmos como pessoas. Serve também para ajudar o próximo. É seva, serviço a Deus através do próximo. Mas também pode ser uma fuga. Fuga de nossas questões mal resolvidas, fuga da dor da existência.
Tudo é relativo. Tudo depende da situação do momento. Para descobrir o que é e o que não é a quietude e auto observação se faz necessária.
Nem sempre é fácil descobrir. Nos enganamos tanto, mentindo para nós mesmos! Falamos uma coisa, sentimos outra e agimos completamente diferente do falar e sentir... e isso só aumenta a confusão, dificultando descobrir a verdadeira intenção.
Escrevo isso porque hoje, nós ocidentais, entramos numa neura de trabalhar, trabalhar e trabalhar. Em nome da sobrevivência, nos maltratamos física e emocionalmente. Dizemos a nós mesmos: “É preciso trabalhar, fazer o quê?” Mas, me pergunto: “será que vale a pena nos autodestruir tanto por causa de um sapato novo, de uma casa mais bonita ou por um carro do ano?
Deixamos de dar atenção a quem amamos, de fazer o que gostamos, de curtir o momento porque estamos cansados demais e consequetemente estressados também.
A questão é: será que não está na hora de olhar para dentro de nós e descobrir o motivo de trabalharmos tanto, dessa correria insana que se apoderou de nossas vidas? Tentar ir além do “É preciso trabalhar para sobreviver” e fazer perguntas e mais perguntas, como por exemplo:
• Quem está dizendo para mim que preciso comprar aquele produto? Por que devo comprá-lo? Ele é realmente necessário?
• Tenho aproveitado meus momentos de lazer? O que tenho feito de significativo para mim mesma? Consigo parar e apenas relaxar? De que maneira eu relaxo? O que me faz relaxar?
As perguntas não param. É como um novelo de lá: uma pergunta puxa outra... tenho feito estas perguntas a mim mesma há alguns anos. Através delas, descobri a mim mesma. E todas elas me levam a uma atual que insisto em fazer todos os dias quando eu levanto da cama: Qual é o sentido do meu trabalho?
Acredito veementemente que se não encontrarmos significado em nossas ações, a vida fica insossa. O trabalho, hoje pra mim, significa serviço ao próximo, ou nas palavras de uma amiga: compromisso social... E pra você, qual é o significado de seu trabalho?

terça-feira, outubro 26, 2010

Curso de Introdução à Educação Digital

Quem me conhece há algum tempo sabe que fui muito doida (prefiro achar que fui corajosa. hahahahah) em me matricular em curso de informatica educativa sem entender nada de computador...
E veja só, que bonito a nossa capacidade de nos transcender! Quem diria que anos depois eu estaria coordenando um curso de alfabetização digital?! Viva nossa capacidade de vencer obstáculos! Hare Ganesha!

quarta-feira, junho 09, 2010

PEREGRINAÇÃO A ÍNDIA: UMA SÍNTESE

A IDA
Dias antes de partir, amigos fazem festa. Recebo mensagens sinceras e comoventes sentimentos de partilha pela realizacao de um sonho...
Sim! Essa viagem antes de mais nada foi um rompimento de limites internos, uma tentativa de alçar novos voos, descobrir novas possibilidades...

A CHEGADA
Logo na chegada brotou aquele sentimento: estou de volta pra casa...
Na saída do aeroporto, os taxistas ficam caçando novos clientes, me senti meio carniça. hahahaah.
O motorista da agência que contratei não estava a minha espera. Fiquei com medo: e agora? Teve até um taxista que tentou me enganar dizendo que ele era meu motorista. Quando perguntei se ele sabia meu nome e de que país eu era, e ele não soube responder, não dei confiança pra ele...
Conversei com um policial num inglês meio gaguejante e ele sugeriu que eu contratasse outro táxi.
Foi o que fiz. Morrendo de medo: "uma ocidental, as 6:00 da manha, com dois homens num país distante, eles podem fazer o que quiser comigo...". pedi a proteção divina e entrei no carro.
Quando estava dentro do carro, com as portas prestes a fechar, o motorista contratado inesperadamente surge... Senti um alívio e o cuidado de Deus...

O ASHRAM

O mais próximo que posso chegar para descrever um ashram é que é um lugar parecido com um monastério.... Existem atividades religiosas todos os dias e você participa se quiser ou não.. A sensação de estar num lugar assim é maravilhosa... É um lugar sagrado, a conexão com Deus é muito fácil num lugar assim.

A INTENÇÃO
Minha intenção na viagem era me devassar internamente. Sair completamente da minha rotina e tirar um tempo para me observar, descobrir que sonhos quero construir, descansar aos pés do Mestre...

O CONCEITO DE AVATAR
Na India eles tem o conceito de avatar... Para nós, ocidentais, é um conceito muito diferente... Os indianos acreditam que é possível a descida do Divino a Terra, diferentemente de nós, ocidentais, que acreditamos que somente Jesus fez isso. Diferenças a parte, estar aos pés de um ser assim, é algo indescritível... As palavras são pobres para descrever a magnitude da experiência... os julgamentos cessam, a mente pára e absorvemos apenas a energia Daquele que É!

OS INSIGHTS
Lá as percepções se abrem, os insights acontecem e a certeza da distinção entre o que é ego e a voz interna é cristalino como a água de uma nascente.
E essas vivências tão profundas e verdadeiras nos ajudam a tirar os "véus", a nos libertar das correntes que nos prende a samsara (ciclo de nascimento e morte). Cada vez que temos uma percepção, um insight e aceitamos o que É, uma corrente se solta. E de corrente em corrente sendo solta, vamos nos libertando... É uma libertacao porque nos sentimos leves, afinal são pesos a menos pra se carregar!

PARTILHANDO ALGUNS INSIGHTS...
Vivemos querendo ajudar o próximo e esquecemos de ajudar a pessoa mais importante: nós mesmos!

O amor é macio como um sorvete, não tenha medo de experimentá-lo!

Uma pessoa que está passando por um processo doloroso, é incapaz de olhar para o lado. Tenha compaixao e siga seu caminho.

Aqui somos impregnados constantemente pela presença do Divino. É tempo de desfrutar!

Cada um no seu caminho. Apenas observar e não julgar...

A OBSERVAÇÃO DO FUNCIONAMENTO DA MENTE (26-03)
Tenho observado como a mente se perde fácil... associada aos 5 sentidos, ela "viaja" e nos impedem de conectar com a profundezas de nosso ser.
Apego ao sono, gula, medo de passar fome, viagens ao futuro, preocupacao com o passado, pensamentos em pessoas... A mente mergulha nessas questoes e fica fugindo da única coisa que importa: O AGORA!

A DEVOÇÃO DOS INDIANOS
é tao bonito ver a pureza, a alegria e o brilho no olhar dos indianos quando veem o Mestre!
É reconfortante ver crianças ainda de colo serem ensinadas por seus pais a devocionar a Deus. Nesse país, respira devoção! Acredita-se que Deus é um, mas pode assumir várias formas. E nesse panteão de deuses e deusas é impossível não sentir o sagrado tão próximo...

CONCLUSÃO
Insights, sonhos, visualizações, percepções. Estar na Índia me levou a um contato mais profundo com meu ser. E lá, em nossa essencia primeva, habita a igualdade, o amor, Deus! É lá que Baba está a todo momento e estar perto Dele, na casa Dele, me ajudou lapidar essa "pedra" (nosso lado escuro) interior... com essa lapidacao constante, um dia o "diamante"(nosso ser real)surgirá: puro, reluzente e cristalino!

domingo, fevereiro 24, 2008

Cada um com seu papel


Nas férias, ouvi de uma pessoa muito querida e sensata, a respeito de um acontecimento vivenciado por ela, a seguinte frase: Cada um com seu papel.
Fiquei refletindo sobre essa frase e percebi o quanto ela é aplicada em muitos aspectos de nossa vida: a gente se mete onde não é chamado o tempo todo. E o pior, com a ilusão de que estamos preocupados com algo, que queremos ajudar. Por exemplo: um educador que fica tapando buracos de outro colega, da administração, do sistema...
A bisbilhotice da vida alheia é outro exemplo. Por trás do “se eu fosse você, eu faria...” esconde uma tremenda intromissão nas resoluções que o outro tem que tomar.
Percebi que até na vida espiritual, essa frase se aplica: O papel do Deus é cuidar de nós, como um pai/mãe cuidam de um filho recém-chegado. E O NOSSO PAPEL É ACEITAR SER CUIDADO!
Enfim, a vida é feita de escolhas. Não se pode tirar o direito de escolha de ninguém (e é pra isso que existe o livre arbítrio). E se ficarmos atentos a resolução de Cada um com seu papel (que tomei como um mantra para 2008, heheheheheh), respeitaremos mais o próximo e com certeza evitaremos sobrecargas desnecessárias. Afinal, quantas vezes ficamos preocupados com coisas que nós não podemos resolver? Se for o outro que precisa resolver, deixe que ele resolva, por mais complicado que pareça. Ele vai errar, acertar? Não sabemos. O que sabemos é que o outro terá o direito de escolha e é isso que o fará autor de sua própria história.

sexta-feira, novembro 16, 2007

OFICINA DE INFORMÁTICA EDUCATIVA

Recentemente, no mês de outubro fiz uma oficina de Informática Educativa para alunos do curso de Pedagogia, IESDE, na cidade de Córrego do Bom Jesus.
Foi uma experiência muito legal: os alunos estavam muito interessados e o laboratório da escola é muitíssimo organizado.Sem falar que fui muito bem recebida.
Iniciei com uma breve explanação téorica sobre as vantagens e possibilidades da utilização do computador no processo de ensino-aprendizagem. Depois, passamos a parte prática. Fui demostrando através de diversos programas as variadas possibilidades de se utilizar o computador na escola.
Espero que para eles tenham sido uma experiência tão boa como foi para mim!

segunda-feira, outubro 15, 2007

O professor está sempre errado*
(autor anônimo)

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É jovem,não tem experiência.
É velho, está superado.
Tem automóvel, é um coitado.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta a aula, é um "Caxias".
Precisa faltar, é um "turista"
Conversa com outros professores, está "malhando" os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude. Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, "deu mole".
É, o professor está sempre errado, mas, se você conseguiu ler até aqui agradeça a ele!

*Esse texto foi entregue pela minha colega Célia no dia da apresentação da monografia do curso de Psicopedagogia.

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